Cyber Security Brasilby Igor Deungaro

Política como código para agentes: OPA no caminho da chamada de ferramenta

Política como código para agentes: OPA no caminho da chamada de ferramenta

Toda organização que adota agentes escreve, em algum momento, um documento dizendo o que eles podem e não podem fazer. Esse documento não impede nada. O que impede é um motor de política avaliando cada chamada de ferramenta antes de ela sair.

Onde o ponto de decisão precisa ficar

Existem três lugares possíveis, e só um funciona.

No prompt do sistema — “você não deve apagar dados”. É instrução, não controle. Concorre em pé de igualdade com qualquer texto que entre no contexto depois.

No servidor de ferramenta — ele vê a chamada isolada, sem saber qual tarefa está rodando nem quanto já foi consumido. Consegue negar por permissão, não por contexto.

Na camada de orquestração ou no gateway — aqui existe tudo: identidade do agente, delegante, tarefa, histórico da execução, origem do conteúdo lido. É o único ponto que consegue decidir com informação suficiente.

Instrução no prompt é pedido. Política avaliada fora do modelo é controle. A diferença aparece exatamente quando alguém tenta subverter o sistema.

Que regras valem a pena escrever primeiro

  • Teto de delegação: negar se o escopo efetivo exceder o que o humano delegante poderia fazer.
  • Contaminação de contexto: negar escrita externa se conteúdo externo entrou no contexto desta tarefa.
  • Orçamento: negar quando a contagem de chamadas ultrapassar o limite da tarefa.
  • Verbos irreversíveis: exigir aprovação para apagar, transferir, publicar e conceder.
  • Destino: negar argumento apontando para faixa privada ou link-local.

Cinco regras cobrem a maior parte do risco descrito nos últimos textos. E são regras que se escrevem em Rego numa tarde, não em um trimestre.

Por que reaproveitar OPA

Porque a organização provavelmente já tem. Se você usa admission control em Kubernetes ou política em pipeline, o motor, o processo de revisão e a esteira de deploy de política já existem. Estender para o caminho da chamada de ferramenta é adicionar um pacote de regras, não adotar uma tecnologia.

E tem um ganho de credibilidade: a política de agentes passa a ser versionada, revisada por pull request e testável — as três coisas que um documento em PDF nunca vai ser.

Este blog publica em português e inglês. / This blog publishes in Portuguese and English. EN · PT

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Policy as Code for Agents: OPA in the Tool-Call Path

Every organisation adopting agents eventually writes a document stating what they may and may not do. That document prevents nothing. What prevents things is a policy engine evaluating each tool call before it leaves. Where the decision point has to sit There are three possible places, and only one works. In the system prompt — “you must not delete data”. That is instruction, not control. It competes on equal footing with any text entering the context afterwards. At the tool server — it sees the call in isolation, unaware of which task is running or how much has been consumed. It can deny by permission, not by context. At the orchestration layer or gateway — everything lives here: agent identity, delegator, task, execution history, provenance of content read. It is the only point with enough information to decide. A prompt instruction is a request. A policy evaluated outside the model is a control. The difference shows up exactly when someone tries to subvert the system. W...

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